Equivalência

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Status: Finished  |  Genre: Editorial and Opinion  |  House: Booksie Classic
Artigo sobre os valores atuais praticados pelo Poder Judiciário Brasileiro em comparação aos valores investidos em certo programa social.

Submitted: May 03, 2016

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Submitted: May 03, 2016

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Equivalência.

Recentemente, fui motivado a me perguntar quantas famílias beneficiadas pelo nosso não-tão-querido Bolsa Família poderiam ser sustentadas com os salários acumulados do nosso mui-eficiente Sistema Judiciário.
Sendo que o estudo ocorreu em função do texto, deve-se levar em consideração a escassez e indisponibilidade dos dados práticos (Como verá na nota sobre o ilustre Juiz Sérgio Moro) assim como a falha conceitual que surge ao comparar dados distintos sem levar em consideração um sistema muito mais complexo que interfere diretamente nos valores numéricos. Neste caso não há outra opção que não seja admitir o feroz esbravejo do leitor mais qualificados a tratar do assunto (Quer se considere ou seja).


Sobre Vossa Excelência Sérgio Moro:
Não é de se espantar que tamanha tenacidade e compromisso contra a corrupção seja sustentada por um apetite tão voraz por recursos públicos, como o leitor há de perceber ao notar que por meio de artifícios, os gastos de Sérgio Moro atingiram o espetacular valor de R$77.423,66 no mês de abril de 2015. Como o ávido defensor há de argumentar, isso se deve ao fato de estarem sendo somados proventos do mês específico tal como férias e valores atrasados. Argumento que não muda a característica fundamentalmente imoral que é a manipulação e deturpação da Emenda Constitucional 41/2003, esta afirma (em termos leigos) que o salário de um servidor público não poderá exceder o salário atual do Presidente do Supremo Tribunal Federal. Como forma de contornar o limite imposto, juízes tal como Sérgio Moro utilizam artimanhas em forma de auxílio-táxi, auxílio-moradia, auxílio-viagens, etc...
Cabe ao leitor analisar se tamanhos gastos são justificados com eficiência.


Vale ressaltar que os dados por mim utilizados em cálculo são de pouca valia em relação a aplicação prática de tais valores, como o leitor observou no exemplo acima. Sob nenhuma circunstância poderia o leitor no caráter avaliativo levar em consideração tamanha aberração que infelizmente sequer chega a ser incomum.
Como um exemplo dos inúmeros atritos culturais e políticos atualmente; O auto-proclamado desfavorecido comemora o aumento (falso, claro) dos salários mínimos ao longo de décadas e lamenta o fato de que outros não poderão sair da 'miséria' com ajuda do governo assim como ele, que contra todas as expectativas comprou itens de consumo antes indisponíveis, tal como: veículos, celulares a preços abusivos, ensino superior, moradia própria, etc...
De outro lado; O chamado "coxinha", cujo patamar permaneceu majoritariamente inalterado, portanto jamais notaria qualquer tipo de interferência por parte do estado que não fosse negativa. Isto é, se sentiu lesado a partir do momento que seu patamar antes independente passou a ser desvalorizado devido as medidas do estado afetarem diretamente sua vida socioeconômica (Inevitável em tal sistema, talvez em todos).


Rumores de regressão do atual Salário Mínimo assombram os que se sentem vitimados, que não levam em conta a própria capacidade de definir um valor justo pelo seu trabalho. Isto é, preferem depositar a responsabilidade em um governo que utiliza um critério frio e manipulador que jamais corresponderá as expectativas. Que o leitor tenha em mente que tal medida teria um impacto inicial desastroso no ponto de vista popular, onde certamente haverão exploradores desprovidos de ética inclinados a praticar salários injustos. Tal impacto deve ser visto como um período de adaptação, em que esse tipo de prática seja extinto em função da conscientização coletiva.

Sobre os dados apresentados, estes são referentes aos anos de 2014~2015. Pode-se assumir aumento geral e proporcional, ao critério do leitor.
Bibliografia:
Relatório anual de autoria da CNJ - Justiça em Números - www.cnj.jus.br
Projeção populacional realizada por IBGE - www.ibge.gov.br
Estimativas sobre Bolsa Família de acordo com Nota de Esclarecimento publicada no dia 17/09/2015 pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome - http://mds.gov.br


Beneficiários bolsa família: 14.014.252 familias
Funcionários do judiciário: 438.112
Cada funcinário recebe o equivalente a 31,9 famílias
Gastos com Bolsa Família: 26.900.000.000
Gasto do Poder Judiciário: R$68.400.000.000

Cada família custou: R$1.919,47
Cada membro do judiciário custou: R$156.124,46
81,3 famílias poderiam ser beneficiadas com o gasto de cada funcionário do Poder Judiciário.


 
 


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