O filho criado por dois pais

O filho criado por dois pais

Status: In Progress

Genre: Literary Fiction

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Chapter1 (v.1) - Capitulo 1

Chapter Content - ver.1

Submitted: April 27, 2017

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Chapter Content - ver.1

Submitted: April 27, 2017

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Introdução Essa obra conta a história de um jovem Moçambicano que foi criado por dois pais. A mãe dele aos 16 anos de idade, namorou com um homem, que a mãe dela não gostava nem de escutar os seus suaves passos pela rua, pois era um problema. A Mãe dela desconfiando da relação dos dois, insultou o namorado da filha por vários dias e ele já cansado dos insultos decidiu ir para longe dali, indo a África de Sul, passado um ano ele voltou com a ideia de roubar a namorada para ir África de Sul formar um lar, a namorada com medo da mãe não aceitou a proposta, ele ficou durante um mês insistindo, porém não adiantou então ele chateado volta para África de Sul deixando-a sem saber que ela estava grávida de dois meses, e ela foi vendida pela mãe com aquela gravidez de dois meses a um misto rico de 35 anos de diferença da idade dela, ele tinha filhos mais velhos que ela, de acordo com a mãe ela valia um “valor de 15 cabeças de boi”. Assim foi levada para o lar, lá nasceu o menino. Aí começa a historia.

Capitulo 1

No dia 28 de Outubro de 1999 no hospital de Currumane numa madrugada nascia o menino, logo de manhã foram umas senhoras visitar a Graça, a jovem que deu a luz, ao chegar no hospital viram o menino logo comentaram; - Como é possível ela nascer um menino escuro assim, enquanto o pai é um mulato claro? - murmurando disse senhora Edna. - Sei lá, mas aconteceu não tem como explicar é só olhar e calar - respondeu a Rute amiga da Edna. Elas não sabiam que a Graça fora ao lar grávida e ninguém sabia disso nem o próprio marido dela. Elas foram para casa ao chegar em casa do senhor António, o dito marido da Graça a Edna que era fofoqueira daquela região, disse: - Oh senhor António, a tua esposa nasceu carvão, uma coisa que nem da para olhar, - O quê? Como é possível isso-?!! – chateado o senhor António perguntou. - Não sei, vai perguntar a sua esposa la no hospital - respondeu a Edna O senhor António chateado cancelou a visita que tinha preparado para a sua esposa no hospital, ficou a espera dela voltar. Depois de dois dias ela saiu do hospital e foi para casa, ao chegar em casa o senhor António abriu a capulana que cobria o bebê e viu que era mesmo carvão, daí a vida boa da dona Graça acabou e começou o inferno, foi largada e deixada numa outra casa de caniço que era cozinha antes, la ficou ela com o bebe sem nada para lhe dar, nem para o cobrir contra os insetos maldosos que lhe picavam noite pós noite, ela só vivia de comida que davam os vizinhos que sentiam pena dela, ela rasgou algumas capulanas dela para fazer de fralda para bebe. A outra esposa de senhor António era humilde, roubava comida da casa e roupa de bebe que os filhos puseram ainda bebes sem o conhecimento do marido e dava a Graça. Um mês depois o senhor António foi a casa onde ele a deixou. - co, co, co – alguém bateu a porta. A Graça logo abriu, observou a face do produtor do som que soava na porta e o individuo era o senhor António. Ele entrou e o julgamento iniciou. - Onde você apanhou esse bebe?! - perguntou o senhor António, entretanto ela nada deixou fluir da sua boca. – onde você apanhou esse bebe há?! - perguntou novamente e ela continuou no silencio. Chateado o senhor tirou o cinto da calça e bateu nela colocando a mesma questão e ela não respondia. Ele saiu e fechou a porta deixando-a chorando. Ela saiu da casa e sentou numa pedra que se encontrava ao lado da casa e olhou para o céu procurando a lua para contar o que tinha o que estava acontecendo na vida dela, porem não achou a lua por que o céu estava nublado ela voltou para dentro da casa bem magoado, segurou de um modo turbulento o bebe nos braços com vontade de espanca-lo e disse. - É toda culpa sua seu maldito bebe feio. Depois de uma semana a viver naquele inferno. - co co co - era alguém batendo a porta, Graça abriu, era mãe dela, entrou na casa não procurou saber por ela estar vivendo naquela casinha de caniço, ela pegou o bebe e disse - Madjembene, foi o nome que ela deu ao bebe que significa “filho da puta” em língua local, ela foi para outra casa onde estava o genro dela conversaram, e tirou da sua carteira 2000 meticais e deu a ela, tudo o que eles falavam sobre a Graça, a Lina outra mulher do senhor António escutava e saiu com o intuito de dizer a Graça o que ouvira daquela conversa entre aqueles dois a Lina disse. - Eu sei que esse filho não é do meu marido então diga-me quem é o pai do menino? - Eu vou contar-te tudo - respondeu a Graça. Ela contou tudo não escondeu nada, a Lina entendeu tudo e prometeu ajudar, dito feito, ela cumpriu a promessa e não disse nada ao marido. O marido dela continuava a realizar o seu filme de terror “espancá-la” com intuito de fazê-la falar da origem do bebê mas ela não deixou nada da sua boca fluir, e ela não tinha onde pedir ajuda, os vizinhos também não tinham nenhuma reação, apenas medo do senhor António, pois ele era rico e mais temido da zona e os filhos dele estavam ao seu lado. Depois de dois dias, logo ao nascer do sol o senhor António moveu se em direção da casa da Graça, encontrou a porta aberta e entrou violentamente, deu um susto ao bebê, arrancou o bebê dos braços da Graça deixando-o no chão e espancou a esposa de uma forma violenta que já mais ele tinha exercido e disse: ¬- Não quero entrar aqui novamente e encontrar-te com esse carvão nos braços! Pensa como vais fazê-lo desaparecer. A Graça ficou a pensar no caso que lhe foi dado, ela pegou o bebê e disse: - Meu filho, não faço ideia do que farei consigo, eu já não aguento tanto tormento daquele malvado homem. Ela pensava em meter o bebê na latrina, todavia, antes disso foi ter com a sua rival, Lina, para contar acerca daquela proposta do senhor António. - O que você pensa em fazer com o bebê? – perguntou à rival. - Ainda não pensei em nada – respondeu a Graça. - Exatamente não pense em nada eu levarei esse bebê comigo todos os dias – disse a Lina. A ideia das duas funcionava como elas tinham planeado, o senhor António já não tinha entrada para realizar os seu filmes com a Graça, ficou no seu cantinho a assistir a trajetória das duas cada dia. Pois ele não tinha poder diante da sua primeira esposa. - Zum zum zum - vibrava o celular do senhor António, espreitou viu que era mensagem do Inosse o filho mais velho. “Oi pai liga-me” – dizia a mensagem. O senhor António ligou – alóh fala filho. - Nada importante pai só queria saber se está tudo bem aí em casa, e como vai o caso da Graça? – disse o Inosse - Está tudo bem filho e quanto ao caso da Graça já não tenho ideia, a sua mãe está ajudando-a, assim estou a espera de ver por onde vai se rebentar a corda e que as duas estão se puxando – disse o senhor António. - Esta bom pai qualquer coisa me informe, continuação de uma boa tarde – finalizou a conversa o Inosse. Enquanto isso a Graça recebia ajuda da rival, davam lhe tudo que ela necessitava e a rival da Graça levava sempre nas costas o bebê para onde ela se deslocava, nos domingos levava o bebê para Igreja, ela frequentava a Igreja católica lá onde o bebê recebeu o nome, João. Passando dois anos, a vida sempre foi aquela, a Graça ela já não levava porrada, e o senhor António estava a espera da corda se rebentar, viu que a corda em vez de se rebentar ficava mais forte ainda. A rival da Graça mandou construir uma casa de caniço de um quarto e sala no tereno ao lado, pois a vida da Graça sofria mudanças. No dia 28 de Outubro de 2001 foi preparada uma pequena festa na Igreja para o aniversariante, sim aniversariante, pois o João completava 2 anos de vida, não haveria motivo que poderia interromper. A festa decorreu lindamente, foi lhe dado muitos presentes pelos crentes da Igreja e aquela festa mudou as condições de vida do menino, não só as condições como também relação da mãe com o padrasto dele, mas o padrasto e filhos continuava odiando o João. Os filhos de senhor António odeivam o João por que ele marcava a diferença na família, pois era demasiado escuro «carvão» como eles diziam. O João sofria “buling” dia pós dia e foi lhe dado vários nomes feios e sem significados como a que foi dado pela avó ainda bebê, ele não era nada para eles, lhe consideravam um animal de estimação «cão» tinha um prato só dele onde ninguém mais comia nele e se falhassem lhe dar um prato que não era, depois de comer deitavam a quele prato. O João era um menino muito esperto todos mandavam ele como se fosse empregado da casa, não só em casa os vizinhos também aproveitavam e não tinha ninguém para lhe defender, pois todos tinham medo do senhor António. O menino começou a frequentar o mercado com dois anos de idade. A Graça ficou grávida já do senhor António e não podia fazer nada como mãe para defender o filho era só olhar sofrimento do filho, ela chorava todos os dias pedindo ajuda de Deus para defender o filho em caso de doenças. O senhor António tinha dois filhos fora com outra mulher, chamados Latifo e Delope. Eles estavam contra as ações do pai e dos irmãos, quando a vida da Graça mudou, eles aproveitaram a oportunidade para ajudá-la, compravam comida, roupa e sapatos para o Arone e o Latifo deu dinheiro a Graça para começar um negócio dela. Ela começou o negócio de vender «tontonto» uma bebida alcoólica, mas consumida na zona, assim ela conseguia se sustentar e dar vida melhor ao seu filho.


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